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"Ninguém
ama a Terra Natal porque ela é grande ou pequena, rica
ou pobre, mas porque ela é sua (Pedro Vidigal)."
Nasci em Calambau (kala-ambaua: na linguagem indígena
quer dizer mato ralo), Minas Gerais, cidade fundada pelos
meus antepassados, no século XVIII. É uma pequena
cidade com Igreja, praças, casarões centenários,
cercada por montanhas e rio.
A família, religião, tradição
e cultura de minha terra, sempre reforçaram o meu sentimento
nativista.
Assim escreveu o poeta Carlos Drummond de Andrade, em uma
de suas crônicas, no jornal Estado de Minas, em 1954:
... "Certa quantidade de
Mineiros Pacíficos gostam de ser chamados de Calambauense:
há a história Calambauense, comida Calambauense,
o céu Calambauense ..."
Foi convivendo com dois renomados artistas: Quintão
(pintor Naif) e Liliu de Calambau
(transfere para a tela toda a sua espiritualidade) que me
senti inspirada a registrar na tela o meu povo, sua cultura
e tradições.
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Artista:
Quintão óleo s/ tela
70 X 70 cm |
Em cada tela que pinto,
eternizo e faço uma declaração de amor
à minha terra: Paixão de Cristo, Corpus Christi,
Coroando Maria, Congada, Procissão de Santo Antônio,
Festa Junina, Forrós, Serenatas, Carnaval, Domingo
na Praça, Férias na Fazenda Baía, Feiras,
Circo, Pescarias, Futebol, Piqueniques e muitos outros temas
que são resgate de memória, lembranças,
minhas recordações ...
Atualmente, resido e trabalho em Curitiba-PR, onde desenvolvo
trabalho de Arte e Pesquisa em meu próprio atelier.
MARISA VIDIGAL |
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